BALCÃO DE TERRA

por Ana Carolina Veraldo




Mostra Motrar Mais por Menos, Espaço Varanda Campo Grande
Escritório: Architectus
Balcão de Taipa: Arq. Ana Carolina Veraldo

Local: Campo Grande-MS


Tintas de Terra

por Ana Carolina Veraldo
Local: Miranda-MS

As tintas de terra que utilizam basicamente terra e cola PVA na composição, quando comparadas às tintas industrializadas são potencialmente mais sustentáveis,  além de saudáveis, pois é um material renovável que permite uma pintura sem toxinas (metais pesados e compostos orgânicos voláteis – cov’s), exigindo um menor dispêndio de energia para a sua produção, acarretando em economia quando o material é retirado do próprio terreno e a produção é feita in loco
A terra é o fator determinante das texturas e cores, em tonalidades que vão desde os beges, passando pelos cinzas, vermelhos, ocres, laranjas e pretos e estas podem ser aplicadas tanto em paredes internas quanto externas da edificação. A durabilidade vai de acordo com as condições de exposição da superfície, mas vale a pena ressaltar que as tintas são artesanais, sendo assim seu padrão de acabamento e comportamento ao longo do tempo são diferenciados das tintas encontradas no mercado. 
A consistência da tinta é atingida a partir da quantidade de água adicionada à mistura de terra com cola, sendo que outros materiais também podem ser inseridos, como é o caso da cal e corantes, dependendo da situação e das necessidades. Para a confecção a terra deve ser devidamente peneirada e destorroada e estar livre de matéria orgânica. Algumas receitas podem ser encontradas nos links deste blog.
Estas imagens são um resultado das pinturas com tintas de terra, feitas sobre blocos de concreto, com tintas confeccionadas na própria obra pelas mãos da Natália. Toda a edificação foi pintada com estas tintas, inclusive espelhos de escadas e pastilhas. 

Transferência de Tecnologia: Ana Carolina Veraldo
Pintura e Produção das tintas: Natália Candia
Desenhos: Pantanal Mídea

Reportagem

Projeto: Arq. Ana Carolina Veraldo
Técnica: Taipa-de-pilão 
Local: Fazenda Caiuás, interior de MS

Casa de Terra Caiuás no jornal O ESTADO. Campo Grande-MS, 12 de junho de 2012.



link

CASA DE TERRA CAIUÁS

Casa de Terra Caiuás. Acervo da autora.
Projeto e transferência de tecnologia.: Ana Carolina Veraldo
por Ana Carolina Veraldo, publicado em 11/06/2012


"A casa de terra Caiuás é um projeto piloto que visa quebrar preconceitos, demostrando que a taipa não tem que estar veiculada necessariamente ás idéias de precariedade e arcaísmo."

Foram recorrentes os questionamentos: – “Não desmancha com a chuva?” “Não atrai barbeiro?” “São mais econômicas? Sabe-se que o material construtivo é largamente utilizada na criação de habitações em diversas culturas (China, Austrália, África, Europa) e possui propriedades que regulam o clima interior e a umidade do ar, deixando a casa fresca no verão e quente no inverno. Entretanto, a experiência com esta obra evidenciou preconceitos referentes ao uso da terra como matéria-prima devido às imagens de insalubridade associadas às tradicionais casas de pau-a-pique da região.

A CASA DE TERRA CAIUÁS foi construída com a técnica denominada painéis monolíticos de solo-cimento, que na realidade é a taipa-de-pilão, uma técnica milenar de construção introduzida no Brasil pelos portugueses e largamente utilizada no período colonial. A tecnologia desenvolvida pelo CEPED (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento), alia, conhecimento científico, ferramentas e materiais mais recentes para um novo design e qualidade.

A técnica consiste em terra compactada dentro de fôrmas para a produção de paredes maciças, com função estrutural. Esta técnica está sendo revalorizada e redescoberta, sendo uma ótima solução para a sustentabilidade das habitações: a produção é feita in loco, a matéria-prima, quando adequada pode ser extraída do próprio lote diminuindo custos ambientais e financeiros com transporte de materiais, não produz entulhos e desperdícios, é reciclável, permite a auto-construção e a participação comunitária.

Casa de Terra Caiuás. Acervo da autora.

Localizada há 30 km de Fátima do Sul a casa foi construída com mão-de-obra não especializada e a transferência da tecnologia foi feita pela arquiteta Ana Carolina Veraldo. A idéia de construir essa casa surgiu da vontade de se demonstrar que uma casa de terra pode ser um abrigo confortável, saudável e adaptado ao nosso clima, utilizando-se de materiais naturais e locais disponíveis.

O processo de planejamento integral da casa agregou estudos da geobiologia, bio-climátismo, saneamento ecológico, redução de desperdícios e tratamento de resíduos, reutilização de materiais e princípios da permacultura no planejamento do sítio. As paredes receberam um tratamento superficial com tintas à base de terra e revestimentos cerâmicos nas áreas úmidas.

 outros links sobre a Casa:
www.anaveraldo.blogspot.com.br/p/casa-de-terra.html
http://www.anaveraldo.blogspot.com.br/2011/11/revestimentos-na-taipa.html
http://www.anaveraldo.blogspot.com.br/2011/11/cord-wood.html

SACOS DE TERRA

por Ana Carolina Veraldo

Casa de Terra Guarani


A técnica construtiva  consiste resumidamente em encher sacos de rafia com terra, formando um longo tijolo de terra compactada, dispostos em camadas interligadas por fios de arame farpado.
Casa de Terra Guarani
Este conceito foi originalmente apresentado pelo arquiteto Nader Khalili para a Nasa, destinada a construção de habitats na Lua e Marte (www. calearth.org). Estudos desenvolvidos neste instituto demonstram que a técnica pode resistir a furacões e dilúvios e ainda resistir ao fogo. O sistema permite a produção de arcos estruturais, cúpulas e abóbadas ou formas retilíneas.





OFICINAS de sensibilização


por Ana Carolina Veraldo 

Durante o curso de Planejamento em Permacultura (PDC) realizado pelo Instituto Quinta do Sol (Corguinho-Taboco-MS) em fevereiro de 2012, em parceria com o IPCP-Instituto de Permacultura Cerrado-Pantanal, ministrei as oficinas práticas de cord wood, taipa-de-pilão e tintas de terra.
Para quem ainda não conhece o PDC é uma vivência integral de doze (12) dias imersos nos princípios e éticas da permacultura, na convivência com a natureza e no trabalho em grupo, onde se desenvolve uma forma sistêmica de pensar e planejar sítios mais ecológicos.
São alguns assuntos abordados e vivenciados: sistemas agro-florestais, padrões naturais, energias renováveis, água, saneamento ecológico, bio-construção, elementos do design em permacultura, sistema de trocas e partilhas, alimentação saudável, ecovilas, dentre outros.